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Relaxa! Eu tenho proteção!

Posted by Fred Pinto on 20:05
Alguns dias atrás encontrei um cara na academia e sabe quando você fica com aquela impressão de conhece a pessoa de algum lugar? Pois é, fiquei com essa impressão e tentei buscar na memória de onde eu conhecia aquela pessoa.

Diferente de algumas pessoas, eu não tenho a cara-de-pau de cumprimentar uma pessoa e fingir conhecê-la, muito menos de perguntá-la se eu realmente a conheço. Prefiro lembrar de onde nos conhecemos e somente depois falar com ele. Ele também não lembrava de mim, passamos um pelo outro na academia várias vezes e nenhum esboçou reação em cumprimentar o outro.

Fiquei encucado e busquei no fundo da memória de onde o conhecia e eis que *PLIM!* Lembrei e vou compartilhar aqui com vocês.


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Toddynho

Posted by Fred Pinto on 13:55
Tava vendo outro dia desses uma cantada #FAIL, que eu achei muito engraçada! Veja aqui

Então lembrei de um dos meus primeiros empregos e decidi compartilhar com vocês.

Eu tinha acabado de entrar na faculdade e tava naquele ritmo frenético de barzinhos e shows e baladas no fim de semana, então precisava arrumar alguma jeito de conseguir grana sem ter que pedir pro meu pai, até porque ele não tinha condições de me dar dinheiro de acordo com a minha demanda.

Antes de pensar em fazer um currículo e sair em busca de um estágio recorri aos parentes bem empregados para arrumar algum bico, afinal eu não queria bem um "emprego", eu queria ganhar dinheiro e ter tempo livre para gastá-lo com a galera da faculdade



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Retomada

Posted by Fred Pinto on 11:36
Sei que estou uma era sem atualizar o meu blog, mas na última semana venho rascunhando algumas histórias minhas e tendo idéias para dar um UP no blog, até porque eu não tenho tanta histórias minhas para escrever aqui com certa periodicidade. Então resolvi modificar um pouco a essência do blog, ao invés de simplesmente narrar as merdas que fiz/faço decidi escrever e também colocar textos que julgo interessantes aqui.

Após passar um período refletindo sobre essa situação, hoje li um texto extremamente interessante e decidi que hoje é um dia excelente para iniciar a reestruturação.

O texto original foi retirado do malvadas.org e incluí alguns comentários.

10 coisas que a garota deveria fazer para ser boa de cama







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Penhora em boate

Posted by Fred Pinto on 21:08

Opa galera, sei que fiquei bastante tempo longe do blog, até encontrei algumas teias de aranha por aqui, mas vou me dedicar mais e acredito que ele não ficará mais tão abandonado assim.
Esses dias estava lembrando que quando eu era mais novo e andava com a turma para balada sempre conseguíamos resolver o problema quando não tínhamos dinheiro o suficiente para pagar as contas em boates. Tudo era resolvido com o empenho de algum objeto de valor. E os donos de boates adoram isso, pois como sonegam imposto, não podem protestar cheques ou notas promissórias e portanto preferem ficar com algum objeto de valor até que você fosse lá quitar a sua dívida e recuperar o tão estimado objeto de valor.
No momento em que percebemos isso teve amigo meu comprando vários relógios na feira do paraguai, já na intenção de deixá-los espalhados pelas casas noturnas da cidade como o legítimo "relógio que me avô me deu". Em uma dessas ocasiões, juro que nem era golpe, o Guizzo realmente ia deixar o relógio dele empenhado, um relógio que acabara de ganhar. Entretanto o nosso amigo, que já estava por dentro da "manha do empenho" interviu na negociação, falando que o relógio dele era de maior valor e portanto seria o suficiente como garantia das duas contas. Dou muita risada quando lembro disso.
Pra compensar a ausência vou contar uma história das boas que envolve a penhora de um objeto de valor. Alguns nomes serão substituídos (ou não) para não causar constrangimento alheio. Já basta o meu.




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Minha Convocação

Posted by Fred Pinto on 08:33
Aí galera,

Tô meio sem tempo para postar, mas aproveitando o clima de convocação aproveitei para convocar minha seleção.

Não duas listas, uma de prováveis convocados e outra que eu gostaria que fossem convocados. Vamos lá.


Lista I - Prováveis
Goleiros: Júlio César, Vitor e Gomes
Zagueiros: Lúcio, Luisão, Juan e Thiago Silva
Laterais: Dani Alves, Maicon, Gilberto e Michel Bastos
Volantes: Gilberto Silva, Filipe Melo e Josué
Meias: Kaká, Elano, Ramires, Ronaldinho Gaúcho e Júlio Batista
Atacantes: Luis Fabiano, Robinho, Nilmar e Adriano

Lista II - Minha Seleção
Goleiros: Júlio César, Vitor e Gomes
Zagueiros: Lúcio, Alex Silva, Miranda e Thiago Silva
Laterais: Dani Alves, Maicon, Marcelo e Roberto Carlos
Volantes: Hernanes, Filipe Melo e Júlio Batista
Meias: Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ganso, Elano, Ramires
Atacantes: Luis Fabiano, Robinho, Nilmar e Diego Tardelli

Só uma observação pra quem for falar de Júlio Batista como volante, vale lembrar que ele é volante de origem, jogou assim no São Paulo e se destacou.

É só isso galera, agora vou trabalhar e com dedos cruzados para a melhor convocação que o Dunga fizer da nossa seleção, e qualquer que seja já estarei torcendo por ela na Copa do Mundo!!!

Vamos Brasil, rumo ao Hexa!!!

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Coisa de Calouro

Posted by Fred Pinto on 21:18
Estava lembrando outro dia desses de coisas que só os calouros fazem. Não tem muita explicação do porque isso acontece, mas acontecem, os calouros são capazes de protagonizar cenas memoráveis numa faculdade. Acho que é por isso que alguns deles se tornam lendas depois que são veteranos.

O calouro tem aquele ímpeto de causar boa impressão, tanto nos veteranos quanto nos companheiros calouros. O pior é que o veterano não se importa com o calouro - só com as calouras -, eles se importam se a história será engraçada ou não.

Isso me lembra uma história da minha época de calouro na faculdade. Faculdade de engenharia, 40 novatos e somente 3 mulheres, então imaginem aquele bando de nerds querendo impressionar uns aos outros. Sempre fui da turma do fundão - juro que não sou nerd - e geral tinha "medo" de mim - Menezes vai perguntar o porquê das aspas, mas fuckoff. Porém não é sobre isso que eu ia falar, isso é uma outra história.

Depois de um tempo - tempo suficiente para que perdessem o medo e também o respeito - já estávamos enturmados e vimos algo que nos chamava atenção.

Uma das lanchonetes no campus anunciava uma promoção, inclusive acho que essa promoção é anunciada propositalmente para que isso que vou relatar aconteça. A promoção dizia que o universitário que fosse capaz de comer 3 sanduíches grosseiros (2 hambúrgueres, 1 filé, 1 filé de frango, 2 salsichas, presunto, queijo, bacon, ovo, alface, tomate e linguiça) e bebesse um litro de suco teria lanche grátis durante um semestre.

Ha! Prato cheio pra mim. Eu me achava um pequeno glutão. Fui capaz de comer 27 pedaços de pizza durante um rodízio, então 3 sanduíches seriam facilmente deglutidos.

Fiz o anúncio no primeiro horário para a galera e eles se encarregaram de organizar o bolão - contra lógico. Na hora do almoço fomos para a lanchonete, formou-se aquela roda e pedi ao atendente que prepara-se os 3 sanduíches porque eu participaria da promoção. Nisso ele levou um susto e informou algumas condições:
1 - Depois de iniciada a refeição eu não poderia me ausentar.
2 - Eu não poderia vomitar entre as refeições e nem nos primeiros 5 minutos após.
3 - Se eu obtivesse sucesso não pagaria o lanche, caso contrário pagaria pelos 3 sanduíches e o suco.
4 - Não podia deixar cair recheio ou sobrar.


Não me importei com isso e falei para começarmos. Engraçado que isso é um evento, eles param momentaneamente de antender para fiscalizar a prova.
Começaram a preparar o primeiro sanduíche e eu fui com toda voracidade pra cima dele, mastigando cada pedaço, destrinchando o sanduíche e pedi que me trouxessem um suco de maracujá. Então o atendente me lembra a regra 5: o suco é de goiaba.

Velho! Quem bebe suco de goiaba com sanduíche? URSO!

Continuei a comer o sanduba e enquanto isso estavam preparando o outro. Porém eles perceberam que o negão aqui ia destruir os sanduíches em dois tempos e começaram a avacalhar a preparação, tanto que um rapaz que passava pediu um sanduíche assim:
- Eu quero um elefante, mas quero igual ao desse cara aí!

Chegou o segundo sanduíche e o que parecia impossível aconteceu, ele era beeeemmm maior que o primeiro. Não cabia no saco de papel, vinha numa sacola plástica que parecia de supermercado. O suco de goiaba já estava na metade e meu estômago ocupava mais da metade da minha barriga.

Comecei a comer o segundo sanduba e me veio um pedaço de bacon cru, uma linguiça ainda enrolada no plástico. Aquilo misturado ao suco de goiaba nojento me deu ânsia de vômito. Continuei a comer, não com o mesmo vigor, mas dava pra aguentar, exceto talvez por ter visto o terceiro sanduba. Impossível! Todos gritaram que era sacanagem, que não existia um sanduba daquele tamanho na lanchonete, foi então que desisti.

Uma mistura de suco gástrico e sentimento de revolta me fizeram desistir e ir embora para a minha aula. Meus amigos me apoiaram, alguns desconhecidos também, pelo menos nos primeiros 5 passos, que foi quando o sanduíche pediu educadamente uma canção: toca RAAAAAAAUUUUUUUUUUUULLLLLLLL!

O caminho entre a lanchonete e a faculdade de tecnologia ficou pontuada de poças de vômito. A aula começaria em 10 minutos e eu mal conseguia me manter em pé. Todos entraram para a aula enquanto eu adormeci no banco em frente ao laboratório. A maior azia de todos os tempos.

E foi assim que começou a minha história de lenda da faculdade. Depois desse dia todos da minha turma me conheciam, todos das outras turmas me conheciam e alguns de outras faculdades me conheciam - exagerei tá galera.

O pior é que a lanchonete, a fim de destruir a integridade do calouro, tinha algum tipo de trato com uma aluna veterana magérrima, que sempre aparecia durante as apostas e assumia como a única aluna a conseguir tal proeza. E depois de todos os candidatos falharem a lanchonete sempre apontava-os como derrotados para os outros.

É galera, por isso digo que ser calouro é massa demais, você pode fazer merda sem se importar com a repercussão da história. Vai eu, agora com vinte e todos anos fazer uma merda dessas. Já não basta ter um blog! Oo

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Privacidade em família

Posted by Fred Pinto on 15:14
Desde pequeno que divido o quarto com meu irmão, afinal sou de família humilde e como somos três irmãos (dois homens e uma mulher) sempre demos preferência a deixar minha irmã com um quarto só pra ela.

Só há pouco mais de um ano é que finalmente tenho meu próprio quarto, o que pra mim foi uma novidade assombrosa.

Meu quarto tem uma porta de madeira num trilho de madeira sem rodinhas e que não corre muito bem , daí tira-se a dimensão da força que é pra abri-la, minha mãe por exemplo nunca conseguiu exceto por uma única vez. E é sobre essa vez que vou lhes contar.

Fui pra uma balada e encontrei uma garota que já rolava uns esquemas legais, infelizmente era fim de mês – sabem como é né? Zero de grana. Decidi então levar a mina pra minha casa mesmo, meu quarto e coisa e tal, não teria problema. Dei a bizú na mina e ela topou de prima.

Fim de noite viemos pra casa, estacionei o carro na garagem e começamos, um beijo aqui outro ali, mão aqui e outra ali e subimos pro meu ap.

Tava no quarto com a mina, de boa – nem vou comentar o que tava rolando – quando, de repente, ouço a porta do meu quarto rangindo violentamente e praticamente sendo arremessada contra a outra parede ao mesmo em que ouço a voz da minha mãe:

- Fred? Você tá bem? Tá passando mal?

Eu sorri.

Minha mãe saiu correndo do meu quarto.
A mina se cobriu.

Depois disso, nunca mais aquela guria veio em casa. E minha mãe jamais abriu a porta do meu quarto, nem mesmo quando peço.

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The Lost Fingers

Posted by Fred Pinto on 20:39
Hoje passei o dia morgando e revezando entre o sofá da sala, minha cama e a cadeira do computador.

Em um desses momentos sapeando pela TV - TV aberta, acreditem se quiser - vi algo que parecia ser interessante.

Eu estava quase dormindo na hora e pensei em pesquisar sobre aquilo quando acordasse, entretanto aquilo me aguçou tanto a curiosidade que acabei levantando e vindo fazer uma pesquisa rápida na rede.

Um trio de jazz oriundo de Quebec, que em 2008 lançou o primeiro álbum entitulado Lost In The 80's.

Eles ganharam disco de platina por venderem 100 mil unidades em 12 semanas!!

No álbumde estréia eles fazem uma roupagem jazzista para músicas badaladas dos anos 80 que incluem AC/DC, Michael Jackson, Bon jovi e outros!

Um trio que realmente fez uma nova roupagem!! Não é aqueles grupinhos com batidinhas modernas para músicas famosas. Os caras são demais!

Gostei e coloquei aqui um dos vídeos deles encontrado no youtube! Ouçam Billie Jean na voz e no talento dos caras e tirem suas conclusões:


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Bichos escrotos

Posted by Fred Pinto on 19:29

Como todo quebrado que se preze a diversão do fim de semana é se entupir de rango e assistir filmes em DVD e pra mim não foi diferente. Tinha duas missões: escolher os filmes e a comida. Por conta da situação toda a família estava unida neste projeto

Começamos escolhendo a seleção de filmes para a noite, passei o dia “escolhendo filmes na locadora” que poderiam me distrair de noite, mas que pudessem ser assistidos com a família – tive que descartar qualquer filme do selo Brasileirinhas. Junto com meus irmãos escolhemos o filme do Lula, A Princesa e o Sapo – eu achei que houve um preconceito subliminar nesse filme pelo fato de a princesa ser negra e ao beijar o príncipe encantado em forma de sapo ela é que se transforma numa sapa – e Up.

Filmes escolhidos agora era a missão rango. Pensamos na tradicional pizza, mas as pizzarias aqui perto de casa estão uma negação. Me ofereci para cozinhar pra galera, e todos aceitaram, alguns por não terem opção melhor, outros por gostarem mesmo da minha comida. Decidi que faria algo diferente, pra ficar mais animado mesmo e optei pela cozinha mexicana: Chilli e Guaca.
Comecei a cozinhar no início da noite e meu irmão acendeu uma pequena vela pra aguçar a fome dele – coitado do menino, pessoa sem apetite, desnutrida – e enquanto isso eu tomava uma cerva de leve – cozinhar sem beber e sem ouvir música non equiziste!
Enquanto eu cozinhava meu pai achou uma lacraia enorme dentro de casa, ele tentou matá-la esmagando, mas ela deu uma ferroada no sapato dela. Um ferrão cabuloso, um bicho muito escroto.
O rango ficou pronto e enchemos o bucho, nunca vi tanta comida sumir tão rápido. Após a refeição iniciamos a sessão de filmes, meu pai não agüentou, comeu tanto que foi dormir imediatamente – a tal maré alcalina.
Meu irmão preparava um narguile – pra quem conhece a figura já sabe o que estaria por vir –, eu me ajeitava no sofá e o resto da galera vestia os pijamas e trazia as cobertas para a sala. Começamos a assistir ao filme do Lula – não preciso dizer que a história do cara é triste, né? – e como eu não tinha nada a perder dava umas baforadas no narguile. Ouvi ele dizer algo sobre o fumo, mas decidi ignorar. Aquilo ali tava bom pacarai!
De repente, na penumbra da sala sinto um inseto passar por mim. Acompanho o seu movimento e noto um bicho que eu nunca tinha visto na minha vida, e ninguém percebe a sua presença. O bicho maldito estava no centro da sala e só eu tinha visto, ele estava tentando fugir. Pensei que pudesse ser outro bicho escroto tão perigoso ou mais que a lacraia. Parecia uma espécie de aranha esbranquiçada, com pernas compridas e corpo redondo estilo fofônemo. De posse do controle, pausei o filme e anunciei:
- Caralho! Olha aquele bicho escroto ali!
- Cadê? Onde? – a galera perguntava.
Fui até o interruptor e acendi a luz, sem perdê-lo de vista. E apontando para o bicho falei:
- Ali! No meio da sala!
Ao que todo mundo enxergou o inseto, se entreolharam e começaram a rir.
Infelizmente não era nenhum bicho escroto, era apenas uma mariposa desorientada pela falta de luz.
Acho que a mistura de comida mexicana em excesso, cerva e narguile temperado não é uma boa combinação.

Que fique claro que não faço apologia à pirataria, mas eu também não gosto do lucro exorbitante que as produtoras ganham com a venda de DVD's

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Ato falho MEU

Posted by Fred Pinto on 11:33
Em respeito aos envolvidos removi a publicação anterior.

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Golpe

Posted by Fred Pinto on 11:38

Essa história eu realmente vou poupar nomes – é sério!
Há algum tempo atrás juntei uns amigos e decidimos ir a uma boate badalada da época – Vou parar aqui um instante para descrever algumas coisas.
Quando eu era mais jovem, nas baladas aqui de Brasília existia a consumação, que acabou sendo proibida por lei – uma lei que, convenhamos, é deveras idiota –, onde o cliente escolhia entre pagar um preço exorbitante de entrada ou um preço moderado convertido em produtos consumidos na casa. Isso era uma maravilha, pois você não via o seu dinheiro indo direto pro bolso do dono da boate que provavelmente sonegaria aquele dinheiro maquiando o movimento da boate. Enfim uma boate badalada era aquela em que tinha a opção da consumação a um preço moderado – claro que existiam as consumações exorbitantes e as entradas galaxiais – e uma proporção de garotas considerável, onde elas não precisavam ser exatamente bonitas, bastavam ser garotas.
Continuemos então.
Entramos na boate, o lugar ela legal, tinha uma pista de dança central com dois bares ao lado, algumas mesas ao redor, um mezanino e uma varanda com algumas outras mesas.
Já estávamos animados por causa do tradicional movimento porta (explicado neste post) e encontramos um grupo de garotas sentadas na varanda da balada.
Sentamos com elas na mesa e ficamos trocando idéia por algum tempo, até que vimos que o esquema estava mais ou menos definido, ou seja, já sabíamos quem ia se pegar.
Deixei a mesa porque eu era/sou um dos que não se daria bem. E fui para a parte interna com o restante dos dispensados.
Depois de algum tempo de festa, encontrei um dos meus amigos que tinha continuado na mesa e tinha ficado com a mina curtindo no meio da pista e estranhei. Fui ao bar apanhar mais uma bebida e vi uma das garotas sentadas no balcão, meio triste por ter sido largada pelo meu amigo – logo eu descobriria o motivo – então comecei a conversar com ela e a furar o olho do meu amigo. Constrangido por ficar ali na cena do crime, propus que fôssemos para a varanda. (Detalhe: Estávamos no bar próximo à saída para a varanda, sentados naqueles bancos altos de bar e o caminho para a varanda tinham 02 (DOIS) degraus, “apenasmente” DOIS degraus)
Desci do banco e segurei sua mão antes de sairmos. Quando me virei de costas estranhei o pequeno puxão que recebi, como se alguém saltasse do banco, mas ignorei – que tolo! – pois grande parte das garotas é baixa. Fomos em direção à varanda, eu abrindo caminho e ela atrás de mim. Vários esbarrões depois chegamos à porta da varanda – os DOIS degraus, lembram? Eu ainda estava encucado com o salto do banco. Passei pelos degraus normalmente e senti a mão da menina me puxando pelo primeiro degrau, então pensei que ela descesse degraus como criança (sabe? Colocando os dois pés em cada degrau), senti a mão puxando o segundo degrau, foi aí que ao continuar andando pela varanda senti a mão me puxando pelo terceiro degrau, pelo quarto degrau, pelo quinto, pelo sexto. Entrei em pânico, a encostei contra a parede, dei-lhe aquele beijo e disse que voltaria para buscar uma bebida e que ela me esperasse sentada.
Ela deve estar me esperando até hoje.
Muy amigo o meu camarada, deixou-me furar-lhe os olhos com a manca. Tá vendo? Isso é pra eu aprender a não furar olho de amigo meu!!!

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Vício

Posted by Fred Pinto on 13:44
Hoje não vou contar nenhuma história engraçada, será mais uma crítica.

Quero falar sobre a cafajestagem  do homem, tava com a idéia na cabeça e quando comecei a escrever começou a ficar meio estranho. Presta atenção.
Eu ia começar o texto escrevendo que não tinha nada contra homem cafejeste porque cada um faz o que acha que deve fazer, mas como só tenho amigo gaiato logo apareceria um comentário dizendo que por não ter nada contra eu fico me envolvendo com pilantra, isso não seria legal. Mudei de idéia e resolvi então começar o texto afirmando minha masculinidade do tipo "Sou homem e..." e assim desenvolveria a idéia, mas com isso também apareceria algum engraçadinho falando que resolvi sair do armário. Então fique claro aqui que SEMPRE FUI HETÉRO e NÃO TENHO NADA MORAL CONTRA OS CAFAJESTES.

Estamos costumados a ver desde sempre o homem traindo a mulher e vice-versa - E não! Eu não trairia minha ESPOSA! -, e duvido que isso mude algum dia, e desde os primórdios também já presenciamos as mais diversas desculpas esfarrapadas por ambos os lados, mas ultimamente tem surgido uma que é o fim dos tempos: o vício em sexo.

Vamos lá galera! Quem aí já fez sexo na vida e agora acha uma droga transar? Sexo é muito bom! A qualquer hora do dia, em qualquer lugar! Ser viciado em sexo leva você a trair a esposa? Se sua esposa não trepa por que diabos você casou com ela? Contratasse uma doméstica, saíria mais em conta! Brincadeira gente, não acho que mulher só sirva pra isso, mas (POW) casar com alguém que não faz sexo deve ser chato pra caralho.

E o que é pior, o primeiro caso que me lembro de alguém usando essa desculpa foi o ator Michael Douglas, sabe com quem esse cara é casado? Catherine Zeta Jones!! Meu amigo,se eu fosse um viciado em sexo ela seria viciada em hipogloss!! Aquela mulher é um tesão, fico viciado em sexo só de ver essa mulher.
Outro que se utilizou dessa desculpa foi o marido de ninguém mais, ninguém menos que Sandra Bullock. Senhor! O cara deixou de transar com a Sandra Bullock pra pagar uma garota de programa! Fala sério!
E quem mais é viciado em sexo? Quem? Tiger Woods! Já viram a foto da mulher do cara? Essa aí ó:

Cafajeste é cafajeste! Não tem desculpa não, não condeno, mas vamos inventar uma desculpa melhor!

O único que realmente deve ser viciado em sexo é o figura aí do vídeo de baixo. Meu irmão, o que é isso? O cara é uma máquina. Passou na frente o cara não perdoa.

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Dia de Ricardão

Posted by Fred Pinto on 22:19
Quando penso em dia de Ricardão sempre penso num dia bom, ao menos para qualquer homem, mas esse dia que vou lhes contar não foi nada disso.

Há um tempo atrás estava namorando uma garota meio à contra-gosto dos pais dela, então os nossos encontros eram sempre furtivos, às escondidas e vez ou outra tínhamos uma amiga nossa, que é prima da minha namorada na ocasião, como cúmplice e usávamos a casa dela para ficarmos juntos por uma tarde inteira. Eram tardes bem bacanas, por exceção de uma delas.

Certa tarde cheguei um pouco mais tarde na casa da nossa amiga e a minha namorada chegaria mais tarde ainda, teríamos pouco tempo para ficarmos juntos, mas na época valia a pena estar perto dela - hoje em dia ela é chata pra caralho, mas ainda gosto dela - e fiquei aguardando por um tempo lá.

Logo que ela chegamos ficamos um pouco juntos, mas ela tinha um jeito meio eufórica de ser e começou a despejar informação e a única coisa que escutei é que a vó dela junto com um tio iria pra casa da prima dela e que estavam pra chegar.

Entramos em pânico, a primeira idéia foi de ir embora logo, mas corria o risco de dar de cara com eles embaixo do bloco, passamos ao plano B que seria subir para o terraço, mas não foi uma idéia bem aceita. O interfone tocou, era o porteiro avisando que a vó e o tio das meninas tinham chegado, ou seja, eu era um homem morto. Eis que surge um plano C - agora sim vem o momento Ricardão - e as meninas decidem que eu devo ficar dentro do guarda-roupas.

Entrei dentro do guarda-roupas, no exato tempo em que fecha a porta a campanhia toca. Eles chegaram,as meninas estavam agitadas e o tio logo desconfia que estão aprontando. Na verdade eles sempre desconfiavam que eu aparecia por lá e começou a vasculhar a casa perguntando:
- Tem homem aqui né? Cadê? Onde eles estão escondidos? Vocês tão escondendo alguma coisa?

Andou pela cozinha, abriu o banheiro, entrou nos quartos, olhou em baixo das camas e percebi ele entrando no quarto em que eu estava. Ele entra pisando firme, pra assustar mesmo, olha em baixo das camas enquanto questiona as meninas. Elas o seguem, ele verifica atrás da porta do quarto, deu até pra ver pela fresta do guarda-roupas. Ele se convence que não há ninguém ali e vai embora, junto com sua mãe (vó das meninas) buscam o que tinham ido buscar e se vão.

Enfim solto a respiração, foi uma das poucas vezes que fiquei branco - talvez fosse até mais bem aceito pela sociedade se tivesse ficado assim. Foram os quinze minutos mais longos da minha vida.

Sem mais o que fazer, curtimos o final de tarde praticamente comentando a história.

Pois é, se você pensa como eu pensava que dia de Ricardão é um dia sensacional pe melhor rever seus conceitos!

Fica a dica

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Tensão pré show

Posted by Fred Pinto on 20:36
Toda vez que penso em escrever algo novo no blog me lembro de histórias engraçadas que aconteceram comigo, então me perdoem se parecer meio chato sempre entrar aqui e ter uma história com alguns amigos, prometo que em breve vou publicar algo diferente - ou não.


Esse fim de semana estive com o Menezes, ele agora mora em São Paulo e veio pra Brasília no feriadão encontrar com a família e amigos, e durante uma de nossas conversas lembramos dessa história que nos ocorreu.

Não lembro ao certo em que semestre estávamos, mas com certeza foi um dos primeiros pois Os Bambaz ainda faziam sucesso e era exatamente em um show deles na APCEF que tínhamos combinado de ir.


Como o protagonista dessa história não sou eu e não quero expor nenhum amigo vou designá-los pelas letras O. e M. - nada sugestivo, né? E esse comentário é para quem tem um raciocínio mais lento.

Combinamos durante uma das aulas que iríamos no show do Os Bambaz na APCEF pois a banda era febre nessa época e seria a melhor oportunidade de pegação do fim de semana. Estava acordado que M iria para o show e esperaria que O me buscasse e nos encontraríamos lá.

Nessa época todos eram "total flex" - na verdade, nessa época nem esse termo e tampouco a tecnologia existia -, portanto tínhamos muitas opções como Gummy (vodka e suco em pó), vodka com energético ou cerveja, mas só compraríamos a bebida para o já tradicional movimento porta quando estívessemos todos juntos para decidir.

Meu amigo O demorou a passar lá em casa e M já nos aguardava na porta do clube, depois de ter jantado com os pais e pego uma carona até lá nos ligava insistentemente para que nos apressássemos.


Com uns 40 minutos de atraso O me buscou e fomos para o clube. Quando chegamos entramos em contato com o Mene... ops!... entramos em contato com M que rapidamente nos encontrou no estacionamento, muito agoniado com a nossa demora. Ele se aproximou e falou:

- Vamos logo no mercado comprar bebida!

Fiquei até animado com a empolgação dele para irmos logo e comprar nossas bebidas, só que tínhamos que decidir com outros amigos também, mas ele persistia que devíamos ir logo. Aquela agonia toda estava me deixando estressado e ele repetia várias vezes:

- Vamos logo! Bora logo! Lá a gente decide!

Para não ter nenhuma aborrecimento antes do show entramos no carro de O e fomos ao mercado, sem esperar por ninguém. Ao estacionarmos, M salta do carro e corre em direção ao mercado, eu grito de longe:

- A entrada é do outro lado!

Em seguida comento com O:

- Ele foi pro lado errado, ali fica a lotérica, o caixa automático e o... banheiro!?

Fui correndo atrás de M e quando chego lá ainda dá pra ouvir algumas explosões, pouco segundos sobe aquele cheiro de gambá morto há 5 dias e o barulho da descarga. De repente a imagem de M, suado, saindo da cabine e falando:

- Se demorasse mais 1 minuto teria acontecido um acidente!

No fim das contas deu tudo certo com M. Entretanto o show foi uma porcaria, ninguém gostava daquilo. Ficamos mais louco que o capeta e no fim eu quis fazer minhas necessidade fisiológica de cima do toboágua, só vontade, nem me arrisquei.

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AABB = Zica

Posted by Fred Pinto on 20:36
AABB. Ah! Como esse clube me traz recordações, nenhuma boa, mas como diria o poeta: Recordar é viver!
Vou me ater à somente uma recordação dessa vez, uma porém memorável (Pootz! Essa foi tensa. Claro que é memorável por isso se chama recordação. FAIL)


O Incidente

Ia rolar um show na AABB, não lembro quem ia tocar, mas lembro que o show era open bar então combinei com o Menezes de ir pra lá, contrariando todo o nosso passado de zica que nos mandava e ainda manda nos afastarmos de lá.
Chegou o dia do show. Compramos uma vodka e alguns energéticos para fazermos o movimento porta - ficar na frente do evento avaliando o cenário - e combinamos de encontrar outros amigos lá. Fomos no carro do Menezes e chegando lá encontramos com o Bruno (Magavilha) e o Nem que estava de carro.
Decidimos entrar e parecia que todos tinham tomado a mesma decisão e foi um tumulto terrível na entrada, tudo indicava que teríamos mais uma noite zicada na AABB.
Estávamos dentro e o show principal ainda não tinha começado, fomos até o bar para pegar uma bebida e ficamos surpresos com tamanha organização (NOT) e enquanto enfrentávamos a muvuca pra pegar uma bebida, o Menezes sentiu uma mão por dentro do seu bolso, pra infelicidade dele não era nenhuma mina assanhada, tratava-se de um espertinho que levou o celular dele embora.
A única coisa que ele podia fazer agora era ligar pra operadora e bloquear a sua conta, para isso ele pegou o meu celular emprestado e foi para um local aberto e longe do barulho para fazer a ligação, combinamos de esperá-lo em frente ao bar e lá ficamos por pouco mais de uma hora até que o Magavilha se prontificou à procurá-lo. Mais um tempo se passou e o Nem recebe um telefonema, fala algumas palavras e desliga, ele me avisa que era o Menezes, que estava com o Magavilha e iriam na delegacia registrar uma ocorrência.

A Espera

Continuamos curtindo o show por mais algumas horas até que o Nem cansou e me informou que estava indo embora, ele ainda me PERGUNTOU ( é pra destacar mesmo) se eu queria ir embora com ele; eu tinha acabado de conhecer o cara então é claro que eu não ia embora com ele, ia esperar o Menezes voltar, até porque eu tinha que pegar o meu celular.
Fiquei sozinho no show então parei de beber para prestar atenção no que acontecia ao meu redor, fiquei mais um tempo curtindo e quando deu 4h da matina eu desisti de esperar. Saí do clube e fui em direção ao estacionamento e nada de encontrar o Menezes. Abri minha carteira para ver quanto dinheiro eu tinha para pegar um táxi até minha casa, mas foi em vão, eu não tinha nada. Me aproximei do orelhão para ligar em casa, pedindo um resgate, só que nessa época o telefone da minha casa tinha mudado e eu não lembrava de cabeça. O único número que eu tinha decorado era o meu celular - pré-pago pai de santo: só recebe e não pode ser à cobrar - e o de um outro amigo meu, o Guizzo. Liguei no celular dele 2 vezes sem sucesso.
Lembrei que minha irmã estava em outro clube ali perto e decidi caminhar até lá para conseguir uma carona de volta pra casa, encontrei o carro dela e me certifiquei que ela ainda estava na festa; conversei com o segurança e expliquei minha situação, mas ele não se comoveu e não pude entrar para procurar minha irmã nem tampouco ele se propôs a anuciá-la ou procurá-la. Fiquei do lado de fora aguardando pro praticamente uma hora e resolvi caminhar e tentar uma carona.

A Caminhada

Resolvi andar na beira da pista pois seria mais fácil conseguir uma carona e encontrar orelhões para continuar tentando contato com o Guizzo. Constatei que o Brasiliense é um povo muito solidário, ainda bem que eu não tinha um penacho na cabeça, provavelmente eu seria queimado. Em meios à gritos ininteligíveis e ofensas sem sentido continuei minha caminhada no percurso mostrado na figura:


Exibir mapa ampliado

Todo orelhão que eu encontrava eu ligava para o Guizzo, na esperança de que ele acordasse e pudesse me socorrer, mas todas as ligações não tiveram sucesso. No total caminhei cerca de 15km, fiz 7 ligações para o Guizzo, cheguei em casa às 9h da manhã com a barra da calça completamente destruída.

O Dia Seguinte
Quando cheguei em casa minha mãe estava acordando, eu estava com cara de poucos amigos mesmo assim ela soltou uma piadinha:
- Pela hora a farra foi boa hein?
Fui me deitar e só acordei na hora do almoço. Todos já sabiam a hora que eu tinha chegado e estavam esperando eu acordar para lhes contar a aventura. Minha irmã já tinha contado a história dela, e contou que o carro havia sido arrombado e que ela tinha ficado muito puta, mas quando eu levantei todos quiseram me ouvir. Contei a história com um pouco mais de riqueza de detalhes que este conto e ao falar que estava andando pelo eixo monumental, minha irmã ri e faz uma cara de espanto, surpreendendo todos à mesa. Ela diz:
- Fredinho! Tadinho de você! Eu tinha saído do ARENA (clube próximo à AABB, onde ela estava) e vi o carro arrombado então fiquei revoltada, então no caminha pra casa, por volta de 6h da manhã, vi um rapaz andando na calçada, se arrastando praticamente, fiquei com pena dele e pensei em dar uma carona, mas desisti pois poderia ser perigoso.
Exato! Isso mesmo que vocês pensaram! O rapaz que minha irmã viu era EU, me arrastando de cansaço e embriaguez, e ela por ser míope não conseguiu me reconhecer e me deixou no caminho.
Logo em seguida ao almoço recebo uma ligação do Guizzo, querendo saber como tinha sido o show. Conto pra ele o que houve e depois de gargalhar muito ele conclui que as ligações no celular dele durante a madrugada eram minhas. Ele ainda diz que até achou estranho vários números diferentes ligando insistententemente durante a madrugada. Muito engraçado (NOT).
Por fim o telefone que eu tanto aguardava, era o Menezes. Ele me pergunta se o show foi massa e se o Nem tinha acertado o meu endereço de boa. Foi aí que contei pra ele o que houve e ele se surpreende falando:
- Mas Negão, eu falei pro Nem que era pra ele te levar junto, por quê ele foi embora sozinho? (Reparem que ele falou pro Nem que era pra eu ir embora com ele, e não pra PERGUNTAR se eu QUERIA ir embora com ele).
E esse foi o último show que frequentei na AABB, desde então não vou à shows, festas ou qualquer coisa parecida nesse clube. A zica me persegue, então prefiro não arriscar.

PS.: O Menezes voltou ao show pra me procurar, mas não encontrou e portanto concluiu que o Nem tinha acatado a sugestão dele de me deixar em casa.

5

Primeira vez em três atos

Posted by Fred Pinto on 23:00
ATO 1
A primeira vez que fui à um teatro, teatro de verdade e não aquelas peças montadas por alunos de 2º grau, eu já era adulto. Sempre evitei, mesmo com namorada ou turma de amigos, não sou muito fã mesmo. Mas então tive a oportunidade de ir ao stand-up comedy do Felipe Andreoli - excelente por sinal - e lá percebi que ser engraçado é quase uma questão de contar as desgraças que acontecem contigo para pessoas desconhecidas. Por favor reparem no quase, pois não quero resumir a comédia aos stand's por aí, mesmo eu achando que é o melhor tipo de humor na minha opinião.
Assistindo aquilo percebi que minha vida também era muito engraçada, tanto quanto ou até mais que a do Andreoli e que se eu juntasse as histórias que passei sozinho ou com meus amigos nos últimos 10 anos eu levaria pelo menos uns 5 anos em cartaz. Enfim, o stand-up me fez público alvo de um ramo que não despertava o meu interesse.

ATO 2
Domingo último fui à um stand-up no teatro da UNIP, muito divertido por sinal, o Besteiras à parte. Cheguei atrasado, já tinha passado mais da metade do show - 4 participantes, mas 2 já tinham se apresentado -, mas nem por isso perdeu a graça. O que fez perder a graça mesmo foi o Fabiano Cambota - vocalista do Pedra Letícia -, brincadeira.
Assistindo àquela apresentação me veio a idéia de quem sabe um dia fazer meu próprio stand-up, até comentei com minha família - que estava presente - "Imaginem eu, o Guizzo e o Menezes contando nossas histórias num stand-up", mas logo passou a vontade, pensei que me formar em Eng. Mecatrônica e virar humorista seria a maior piada da minha vida, além de ser de muito mau gosto. Entretanto minha irmã comentou: "Você podia escrever um blog, contar suas histórias, suas gracinhas", isso até me deu uma injeção de ânimo. Logo minha mãe retruca "Só não vale falar da primeira vez da mãe. Mãe é sagrado".

Ah tá!


ATO 3
Vou contar a história como eu soube, porque nesse dia eu não atendi o telefone.
Em 23 de janeiro há alguns anos, era aniversário do meu irmão - como acontece em todos os anos desde 79 - e minha mãe estava sozinha em casa, meu irmão no trabalho, eu na facul fazendo uma prova e meu pai estava com minha irmã no shopping comprando o presente para o aniversariante.
Minha mãe aproveitou que estava sozinha e foi dar um tapa na pantera - lembram? - e decidiu que um tapinha não era suficiente e fumou a vela inteira.
No início ela achou que o pessoal que estava soltando pipa em frente de casa a estavam encarando - mas se você está na rua e vê uma senhora no quintal fumando uma tronca, com certeza você vai encarar.
Constrangida ela decidiu entrar e ficou apenas observando pela janela - insisto, uma janela fumaçando ainda é suspeito - e começou a sentir falta de alguns membros. Isso mesmo! Ela se deitou no sofá e ligou para o meu irmão, fornecedor, e relatou o que aconeteceu, mas ele não podia ajudar então ela ligou para minha irmã.
- Jú, é que teu irmão me deu um baseado e eu fumei, fumei todo e agora meu braço sumiu! - disse minha mãe.
- O quê? Não mãe, teu braço não sumiu, ele está no mesmo lugar.
- Jú, agora sumiu uma perna! Eu tô com medo!
- Calma mãe, relaxa e deita no sofá. Vou comprar o presente e volto pra casa.
- Mas Jú, e o bolo? Eu queria só experimentar mas meu braço sumiu!
- Mãe, vai deitar e deixa isso de lado, tô chegando.
Enquanto isso o meu pai, preocupado, insiste em perguntar pra minha irmã o que aconteceu e ela sussura:
- Minha mãe fumou um baseado e tá lombrando em casa.
Só que meu pai é meio surdo e ele pede para repetir, então ela faz em voz alta:
- Tua mulher fumou um baseado e tá doidona em casa achando que o braço sumiu!
A loja parou e obviamente não compraram o presente lá!

Chegamos em casa praticamente juntos e minha mãe já estava melhor. Hoje em dia ela não lombra tanto. Oo

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